O repórter Filipe Serrano, do caderno Link, da Folha de São Paulo, explica como funciona a Internet 3G e compara o modem desse sinal com a banda larga fixa.
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Tim Berners Lee

Em 2006, a Revista Veja publicou uma entrevista com o criador da web. A matéria saiu num especial sobre tecnologia. Leia abaixo a matéria:
A internet é formada, basicamente, pela ligação entre computadores, via cabo. Mas os recursos que conferem "inteligência" à rede são aqueles que permitem a interação entre os milhões de páginas que abrigam textos, imagens e sons. Esse mundo virtual regido pela conectividade é chamado de web. É nele que os internautas navegam pelos sites com apenas um toque no mouse – sem que ninguém precise decorar códigos complexos ou números extensos. O mérito pela criação desse espaço é do físico inglês Tim Berners-Lee. Foi ele quem inventou a World Wide Web, a "teia do tamanho do mundo", conhecida pela sigla www. O homem, enfim, é o pai da web. Mas não quis patentear o invento. "Ela é uma criação social, e não um brinquedinho", escreveu Berners-Lee, no fim dos anos 90. Hoje, o físico garante que não se arrepende da decisão, que poderia tê-lo tornado biliardário. Atualmente, ele se dedica a aprimorar ainda mais os recursos da rede e está à frente do projeto da "web semântica". Berners-Lee acredita que essa nova versão aumentará consideravelmente as possibilidades da internet, pois torna possível o cruzamento de dados que hoje ficam confinados em programas diferentes. A seguir trechos da entrevista concedida por Berners-Lee a VEJA.
VEJA: Hoje, o senhor se arrepende de não ter patenteado a web?
TIM BERNERS-LEE: Não. A web só decolou porque não estava vinculada a nenhum sistema proprietário, pelo qual as pessoas teriam de pagar para ter acesso. Digo isso porque, antes da web, muitas idéias de sistemas fracassaram. Eram semelhantes ao que criei, mas não eram abertos.
VEJA: Muitas coisas na web são construídas de forma colaborativa, como a Wikipedia, a enciclopédia da rede. Essa cultura tende a crescer?
BERNERS-LEE: Acredito que sim. Desenhei a web para que fosse um espaço colaborativo. Esse é o espírito da coisa. O que está acontecendo mostra que as pessoas têm a necessidade de exercer a criatividade juntas.
VEJA: Participação demais pode piorar a confiabilidade do conteúdo. Como tornar a web mais confiável?
BERNERS-LEE: Acho que a rede não é diferente de nenhuma outra fonte de informação. Em qualquer situação, é preciso saber sua procedência. Na web, quando seguimos links de boas fontes, as informações podem ser confiáveis.
VEJA: Por que a www proliferou tão rapidamente?
BERNERS-LEE: Um dos motivos é o que chamo de "gratificação instantânea". É isso o que as pessoas sentem ao construir uma página na web e, imediatamente, vê-la pronta em um navegador. Também é possível copiar a página de uma pessoa para fazer a sua. A tecnologia é simples e foi criada justamente para facilitar as coisas.
VEJA: O que contribuiu para a criação da web?
BERNERS-LEE: Na época, eu vivia no mundo da física de alta energia, que era uma comunidade quase perfeita para adotar esse tipo de ferramenta. Eu trabalhava no Cern (centro europeu de pesquisas voltado para o estudo das partículas) e tínhamos alguns problemas sérios. Havia pessoas participando de alguns projetos mas que estavam separadas por longas distâncias e usando sistemas de computadores diferentes. As ferramentas que criei resolveram esse entrave. Também existiam pessoas brilhantes dispostas a encarar um novo sistema virtual integrado.
VEJA: Quem vai vencer: os que querem controlar a internet ou os que querem mantê-la como é hoje – livre e com o conteúdo acessível a qualquer pessoa?
BERNERS-LEE: Essa é uma batalha constante, mas o acesso não-controlado à informação é tão importante para as pessoas que elas sempre lutam duramente contra qualquer tipo de restrição. É verdade que alguns governos ainda tentam criar limites nesse campo, mas acredito que, pelo menos a longo prazo, eles terão de mudar de postura. Só com o tipo de liberdade da web um país pode realmente ser mais competitivo econômica e cientificamente.
VEJA: O senhor já se sentiu responsável pelos problemas criados pela web, como novas modalidades de crime?
BERNERS-LEE: Não acredito que eu possa ser responsabilizado nem pelo que há de bom nem pelo que existe de ruim na web. Não mais do que os inventores do papel podem ser responsabilizados pelo que é feito com ele. A web é um meio neutro. Mas acho importante que todos os engenheiros e pesquisadores que constroem a infra-estrutura da rede fiquem atentos aos possíveis benefícios e ameaças que ela pode representar. O que temos de oferecer é uma infra-estrutura que garanta a existência de uma sociedade justa, aberta e democrática.
VEJA: Agora o senhor se dedica a divulgar a web semântica. O que é isso?
BERNERS-LEE: Hoje, programas como editores de texto, planilhas e calendários captam e formatam a informação de uma maneira específica. Por isso, os dados ficam confinados a esses programas. A web semântica traz tecnologias que permitem o cruzamento dessas informações com facilidade, independentemente do tipo de programa em que elas estejam guardadas. Um exemplo: vamos supor que um cientista esteja trabalhando no desenvolvimento de uma nova droga. Ele sabe que efeitos a substância provoca no corpo. Outro entende por que isso acontece. Muitos outros técnicos podem ter informações sobre o que ocorreu no passado, quando se tentou usar esse mesmo medicamento. Mas nenhum deles, e principalmente nenhum programa ou aplicação, é capaz de reunir e cruzar todas essas informações. A web semântica pode conectá-los e reunir esses dados. No mundo da medicina, já estamos fazendo algumas experiências com a web semântica, reunindo um vasto volume de informações. E muitos programas poderão surgir para aproveitar esse tipo de base de dados, não só serviços de busca ou navegadores.
Juliana Palma
quinta-feira, 19 de março de 2009
A INTERNET
A Internet começou a funcionar em 1969, durante a Guerra Fria. Ela foi desenvolvida a fim de criar uma rede de informações descentralizada e, deste modo, manter a comunicação entre as bases militares dos Estados Unidos. Foi elaborada nas universidades com financiamento do governo.
O físico inglês Tim Berners Lee, em 1989, inventou a World Wide Web (www) para que se pudesse navegar pelas informações do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, o CERN - sim, o mesmo do colisor de partículas -, na Suíça. A Web, entretanto, só foi liberada para o mundo em 1993, quando o então senador dos Estados Unidos, Al Gore, aprovou o projeto para que ela entrasse em vigor.
Apesar do que muitos pensam, Internet e Web não são a mesma coisa. A Web é apenas um dos serviços disponibilizados pela Internet, assim como os programas de bate-papo, de baixar músicas, de jogos.
A Internet tem se desenvolvido desenfreadamente desde que foi criada. Com ela vieram muitas facilidades e muitos problemas. Facilidades como fazer compras, pagar contas e se divertir com apenas um clique. Problemas como falsificações, hackers e crimes. O próprio Tim Berners Lee sofreu na pele: foi vítima de uma loja virtual que não existia e teve o seu dinheiro surrupiado.
No entanto, a Internet veio mesmo para ajudar. A tecnologia está tão desenvolvida que televisão e celular podem se conectar. E, num futuro bem próximo, outros tipos de eletrodomésticos também - a geladeira, inclusive, já possui a habilidade de conexão com a Internet.
Vem crescendo cada vez mais a possibilidade de interação das pessoas com o mundo, onde quer que estejam, seja com celular, seja com pc, seja com laptop. Além disso, as informações podem ser acessadas em toda a sua totalidade, afinal, na mesma página, podem ser disponibilizados texto, vídeo, fotos e áudio.
CRONOLOGIA
- 1995: modem discado (muito caro, por usar a linha telefônica, e difícil de conectar)
- 1995: jornal on-line
- 1996: rádio on-line
- 1998: cabo (acesso com mais velocidade e conexão por mais tempo)
- 1999: WiFi (Internet sem fio)
- 1999: tv on-line
- 2000: ADSL (canal da rede telefônica que possibilita o acesso à banda larga)
- 2000: convergência (a Internet abrange todas as mídias)
- 2008: 3G (banda larga em qualquer lugar)
Juliana Palma
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